O Ministério da Justiça e Segurança Pública questionou a plataforma TikTok Brasil a respeito das medidas adotadas para impedir a circulação de conteúdos da trend “caso ela diga não”, os quais simulam chutes, socos, esfaqueamentos e outras formas de violência contra a mulher.

Um outro fato sobre a trend é que ela foi divulgada nesse domingo (08), Dia Internacional da Mulher, gerando uma circulação massiva de conteúdos misóginos. A legenda dos posts contextualiza a encenação com a frase “treinando para caso ela diga não no pedido de casamento”.

Foto: Alef Leão/GP1
Tiktok

Segundo o artigo 19 do Marco Civil da Internet, as plataformas digitais devem remover conteúdos considerados criminosos por conta própria, antes mesmo de uma notificação judicial. A Advocacia-Geral da União (AGU) argumenta que o conteúdo configura incitação ao crime de feminicídio. A Polícia Federal instaurou um inquérito para apurar os fatos.

O pedido do ministério contempla dados a respeito dos sistemas automáticos e humanos de moderação de conteúdos, bem como mecanismos de monitoramento de tendências e controle do algoritmo de recomendação. O pedido é assinado pela Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), todas vinculadas ao Ministério da Justiça.

Por meio de nota, a plataforma informou que todos os conteúdos violam suas diretrizes e foram removidos assim que identificados. Contudo, o TikTok também precisará apresentar uma avaliação de riscos relacionada à divulgação de conteúdos que incitem à prática de algum crime em até cinco dias. Os dados dos usuários que compartilharam esse tipo de conteúdo também devem ser enviados ao Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab).

Sem anúncio no momento