A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann , publicou nesta quinta-feira (12) um vídeo em suas redes sociais em que afirma haver “conexões” entre o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro e o que chamou de “submundo do crime”. A manifestação ocorreu um dia após a divulgação de pesquisas eleitorais que colocam o parlamentar do PL em vantagem ou em empate técnico em cenários de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Levantamento da Futura Inteligência apontou Flávio Bolsonaro com 48,8% das intenções de voto contra 40,5% de Lula em um eventual segundo turno. Já pesquisa da Quaest indicou os dois candidatos numericamente empatados, ambos com 41%. Os dados passaram a circular nas redes sociais e alimentaram debates políticos sobre a disputa presidencial.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
A Ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann

No vídeo divulgado por Gleisi Hoffmann, o senador é citado em associação a investigações envolvendo “rachadinha, lavagem de dinheiro, crime organizado e milícias”. A publicação também menciona a Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal, que investiga o possível vazamento de informações sobre apurações relacionadas a integrantes do Comando Vermelho no estado do Rio de Janeiro.

Enquanto o debate político avança, os dois pré-candidatos ainda não anunciaram oficialmente os nomes que irão compor suas chapas como candidatos a vice-presidente. No caso de Lula, aliados discutem possibilidades dentro da base aliada. Um grupo representado pelo ministro da Educação, Camilo Santana, defende que o posto seja ocupado por um integrante do MDB, como gesto de aproximação com partidos de centro.

Do lado de Flávio Bolsonaro, o senador se reuniu recentemente com o governador do Paraná, Ratinho Júnior, do PSD. Segundo interlocutores, o parlamentar teria oferecido ao governador a possibilidade de compor a chapa como vice. A articulação envolve também o senador Rogério Marinho, que atua na aproximação entre os dois líderes políticos e defende que Ratinho Júnior apoie a candidatura presidencial do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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