Desde dezembro, as pesquisas da Quaest têm demonstrado que até mesmo a esquerda parece estar em dúvida se Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é a melhor opção para chefiar o Executivo nos próximos quatro anos, especialmente após a entrada de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa. Foi no final de 2025 que o nome do senador foi confirmado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para participar da corrida pelo Palácio do Planalto.
Ao simular um possível turno entre Flávio e Lula, a parcela dos eleitores que se classifica como “esquerda não lulista” reduziu o apoio ao petista. Em dezembro, foram 93% das intenções de voto desses entrevistados para o atual presidente e, em março, 84%, demonstrando uma redução de 9 pontos percentuais.
Contrário a isso, o senador, que tinha 3% desse público, agora totaliza 7%. A margem de erro do levantamento da Quaest para esse público é de 6 pontos percentuais.
Já em relação ao grupo independente – que não se identifica nem com o lulismo nem com o bolsonarismo –, em março, 27% disseram que votariam em Lula, representando 10 pontos percentuais a menos do que em dezembro de 2025. Enquanto isso, o oponente do petista obteve crescimento de 9 pontos percentuais, passando de 23% para 32%.
Questionados se Lula merece continuar mais quatro anos na Presidência da República, 23% dos esquerdistas não lulistas responderam que não. Comparado a dezembro, quando eram 18%, é observado um crescimento em relação à negativa desse público, dentro da margem de erro. Aqueles que responderam sim corresponderam a 72% em março, ou seja, uma queda comparada a dezembro, em que 78% afirmaram que ele merecia continuar no cargo.
Crescimento de Flávio Bolsonaro
Na comparação entre as pesquisas de dezembro de 2025 a março de 2026 feitas pela Quaest, foi possível observar que, na simulação do segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula, o candidato da oposição conseguiu crescer na mesma proporção que o petista caiu.
Flávio saiu de 36% das intenções de voto para 41%, enquanto Lula caiu de 46% para 41%.