A empresa de consultoria pertencente a Roberta Luchsinger , amiga de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha , que é o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva , recebeu R$ 4,1 milhões em pagamentos provenientes de companhias associadas a um empresário do Maranhão. Esse empresário é investigado por supostas fraudes em licitações e outros crimes contra a administração pública. As informações estão registradas em relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).
De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, a defesa de Roberta declarou que os valores recebidos decorrem de uma “prestação regular de serviços” dentro de suas atividades privadas, afastando qualquer ligação com investigações relacionadas ao INSS ( Instituto Nacional do Seguro Social ).
Ainda assim, não foram especificados pelos advogados quais serviços teriam sido realizados. Em nota, a defesa afirmou que “as transferências ora apontadas […] não guardam qualquer relação, ainda que remota, com o caso”, além de criticar a possível divulgação pública dessas movimentações.
Já a defesa de Lulinha, quando procurada, classificou a apuração da Polícia Federal como uma “pesca probatória”, descrevendo-a também como um “fato estranho aos autos”. Acrescentou que Roberta atua de forma independente como empresária e que Fábio não possui qualquer vínculo com os valores recebidos.
Responsável pelos pagamentos, o empresário Eduardo José Barros Costa, conhecido como Eduardo DP ou “Imperador”, já foi alvo de diversas operações da Polícia Federal. Embora responda como réu em ações penais, ele ainda não possui condenações.
Em outra investigação, Eduardo DP foi preso por suspeita de envolvimento no desvio de emendas destinadas à Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba. O caso levou à denúncia do então ministro das Comunicações, Juscelino Filho. Conforme as apurações, o empresário é acusado de pagar propina para garantir contratos de obras no município de Vitorino Freire, base política do ministro, em benefício da construtora Construservice, empresa da qual seria sócio oculto.