A médica plantonista Ana Cristina afirmou que a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro da unidade prisional conhecida como Papudinha para o Hospital DF Star ocorreu diante de risco de morte. O atendimento ocorreu após Bolsonaro passar mal na sexta-feira (13), sendo necessária a remoção imediata para a unidade hospitalar, onde permanece internado em tratamento.
De acordo com informações encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal, a direção da Sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, localizada no Complexo Penitenciário da Papuda, comunicou oficialmente a situação ao ministro Alexandre de Moraes. A partir disso, foi organizada a escolta policial para garantir a transferência do ex-presidente até o hospital.
Após a internação, a defesa de Jair Bolsonaro apresentou um novo pedido de prisão domiciliar ao Supremo, que ainda não teve decisão. O requerimento se baseia nas condições de saúde do ex-presidente e nas recomendações médicas apresentadas no relatório encaminhado à Corte.
Segundo o boletim médico mais recente, divulgado na manhã desta sexta-feira (20), Bolsonaro permanece internado na unidade de terapia intensiva, em tratamento de pneumonia bacteriana bilateral, decorrente de um episódio de broncoaspiração. A equipe responsável acompanha o quadro com suporte clínico intensivo.
Ainda conforme os médicos, o ex-presidente apresenta evolução clínica e laboratorial considerada positiva, com uso de antibióticos por via endovenosa, além de fisioterapia respiratória e motora. Apesar da melhora, não há previsão de alta da UTI até o momento, e o acompanhamento segue de forma contínua.