O julgamento do caso do menino Henry Borel , iniciado nesta segunda-feira (23), foi adiado após a saída dos advogados de defesa de Jairo Souza Santos Júnior do plenário. A sessão do Tribunal do Júri foi remarcada para o dia 22 de junho.
Logo após a abertura dos trabalhos, por volta das 10h30, a defesa de Jairinho solicitou o adiamento do julgamento sob o argumento de que precisava ter acesso integral às provas do processo. O pedido, no entanto, foi negado pela juíza Elizabeth Louro. Diante da decisão, os advogados deixaram o plenário, o que levou à suspensão da sessão.
Além de Jairinho, também figura como ré no processo Monique Medeiros , mãe da criança. Ambos serão julgados por júri popular e respondem por uma série de crimes relacionados à morte do menino, incluindo homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual. A decisão final caberá aos jurados, por maioria de votos.
Caso sejam condenados, as penas podem chegar a até 40 anos de prisão para Jairinho e cerca de 35 anos para Monique. Nas redes sociais, o pai do menino, Leniel Borel, se manifestou sobre o caso e voltou a cobrar justiça. “Saudade é pouco. Meu filho foi tirado de mim, mas minha luta ninguém vai calar. A justiça será por você, Henry”, escreveu.
Henry Borel morreu em 8 de março de 2021, no apartamento onde morava com a mãe e o padrasto, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Na época, os responsáveis alegaram que a criança havia sofrido um acidente doméstico e foi encontrada desacordada. O menino chegou a ser levado a uma unidade de saúde, mas já estava sem vida.
Entretanto, o laudo do Instituto Médico Legal apontou que a morte foi causada por hemorragia interna e laceração hepática, além de identificar 23 lesões pelo corpo da vítima, o que contrariou a versão apresentada pelos réus. Mesmo assim, ambos mantêm a alegação de inocência.