A juíza Elizabeth Louro, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, determinou o relaxamento da prisão de Monique Medeiros , mãe do menino Henry Borel . Na mesma decisão, a magistrada manteve a prisão do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior , apontado como um dos principais réus no caso.
O julgamento teve início na manhã desta segunda-feira (23), mas foi marcado por impasse logo nas primeiras horas. A defesa de Jairinho solicitou o adiamento da sessão, alegando dificuldades no acesso integral às provas do processo. O pedido foi negado pela juíza, o que levou os advogados a deixarem o plenário.
Os dois acusados respondem por crimes relacionados à morte da criança e serão submetidos a júri popular, onde a decisão será tomada pela maioria dos jurados. Entre as acusações estão homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual.
Caso sejam condenados, as penas podem chegar a até 40 anos de prisão para Jairinho e cerca de 35 anos para Monique. O caso continua gerando grande repercussão e mobilizando a opinião pública desde o início das investigações.
Nas redes sociais, o pai do menino, Leniel Borel, voltou a se manifestar cobrando justiça. “Saudade é pouco. Meu filho foi tirado de mim, mas minha luta ninguém vai calar. A justiça será por você, Henry”, escreveu.
Henry Borel morreu em 8 de março de 2021, no apartamento onde vivia com a mãe e o padrasto, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. À época, os responsáveis afirmaram que o menino havia sofrido um acidente doméstico após ser encontrado desacordado.
No entanto, o laudo do Instituto Médico Legal apontou que a causa da morte foi hemorragia interna e laceração hepática, além de identificar 23 lesões pelo corpo da criança, o que contrariou a versão apresentada pelos réus, que seguem alegando inocência.