O policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, que tirou a própria vida após matar a comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa, 37 anos, estava respondendo a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado pela própria Polícia Rodoviária Federal (PRF) por tentativa de estupro. A denúncia foi apresentada por uma servidora da corporação em novembro do ano passado. A Corregedoria da PRF no Rio de Janeiro é responsável pelo procedimento investigativo, já que Diego estava lotado em Campos dos Goytacazes (RJ) desde 2020.
Mesmo após a denúncia, o policial permaneceu em atividade e continuou a portar arma. A vítima, por sua vez, se afastou da corporação. A PRF explicou, em nota, que o processo teve início em setembro e estava na fase final. Quanto à arma, informou que não havia base legal para retirá-la antes da conclusão do processo. A corporação ainda destacou que adotou todas as medidas necessárias ao tomar conhecimento dos fatos.
“A instituição adotou providências administrativas para assegurar o distanciamento entre os dois agentes no ambiente de trabalho. A apuração, que poderia resultar na demissão do servidor, encontra-se na fase final de conclusão”, acrescentou a PRF.
Crime
A comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa, foi morta a tiros na madrugada desta segunda (23), na capital do Espírito Santo. O principal suspeito é o namorado dela, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, que foi encontrado morto em seguida, no mesmo local.