A Americanas S.A. , dona da rede de varejo de mesmo nome, comunicou ao mercado nessa quarta-feira (25) que protocolou pedido formal para encerrar seu processo de recuperação judicial. A solicitação foi apresentada à 4ª Vara Empresarial da Comarca do Estado do Rio de Janeiro e inclui não apenas a holding, mas também as subsidiárias B2W Digital Lux, JSM Global e ST Importações. A empresa estava em recuperação judicial desde 2023.
De acordo com fato relevante divulgado pela companhia, o pedido tem como base o cumprimento integral das obrigações previstas no Plano de Recuperação Judicial. Esses compromissos tinham prazo de até dois anos após a homologação judicial, período que, segundo a empresa, foi respeitado. A administração informou ainda que seguirá adotando medidas necessárias para concluir as etapas administrativas e legais do processo.
Entre as ações realizadas durante o período de recuperação, a Americanas destacou a venda das marcas Imaginarium e Puket. A operação foi concluída pelo valor de R$ 152,9 milhões e integrou o conjunto de medidas previstas no acordo judicial firmado com credores. A alienação de ativos foi uma das estratégias adotadas para reorganizar as finanças da companhia.
A empresa também afirmou que todos os procedimentos exigidos pela Lei nº 11.101/2005, que regula os processos de recuperação judicial e falência no Brasil, foram cumpridos ao longo do período. A legislação estabelece regras para a reestruturação de empresas em dificuldade financeira, incluindo prazos, pagamentos e condições acordadas com credores.
O pedido de recuperação judicial da Americanas foi iniciado em 2023, após a identificação de inconsistências contábeis estimadas em cerca de R$ 20 bilhões. A descoberta gerou impacto nas operações da companhia e levou à adoção de medidas para reequilibrar sua estrutura financeira, incluindo renegociação de dívidas e revisão de ativos.