O Tribunal de Contas da União (TCU) deve analisar, nesta semana, uma série de denúncias envolvendo gastos da primeira-dama Rosângela da Silva , conhecida como Janja, com equipe de apoio e viagens internacionais desde 2023. O processo está sob relatoria do ministro Bruno Dantas e deve ser julgado na sessão plenária prevista para esta quarta-feira (1º).

A tendência, segundo informações internas do tribunal, é de que as representações sejam arquivadas. O caso está incluído em um processo por relação — modalidade em que decisões são tomadas em bloco, geralmente quando não há indícios suficientes para dar continuidade às apurações.

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Janja

Relatório técnico elaborado pelo auditor Paulo Alexander Hadelich de Ferreira aponta que não foram identificadas irregularidades que justifiquem a atuação do TCU. O documento também conclui que a análise das viagens realizadas pela primeira-dama não apresentou inconsistências que sustentem as denúncias.

Apesar disso, a área técnica recomendou que a Presidência da República aperfeiçoe os procedimentos internos, especialmente no que diz respeito à autorização antecipada de viagens. A sugestão é que as passagens sejam emitidas com pelo menos dez dias de antecedência, visando reduzir custos.

As denúncias foram apresentadas por parlamentares da oposição e envolvem questionamentos sobre despesas com equipe informal e viagens a destinos como Japão, Rússia, Itália, Estados Unidos e França. Entre os pontos levantados estão o uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), compra de passagens em classe executiva e deslocamentos realizados antes da chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Uma das representações iniciais foi protocolada pela ex-deputada Carla Zambelli , que apontou gastos mensais com equipe de apoio e despesas com viagens internacionais. Outros parlamentares também acionaram o TCU pedindo investigação sobre os mesmos fatos.

Sem anúncio no momento

O tribunal já havia arquivado pedidos semelhantes anteriormente, seguindo entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Advocacia-Geral da União (AGU), que consideraram não haver elementos suficientes para abertura de investigação.

Em 2025, o ministro Jorge Oliveira determinou a unificação de todas as representações sobre o tema em um único processo, com o objetivo de evitar decisões conflitantes. O relatório final deverá ser encaminhado ao Congresso Nacional após a conclusão do julgamento.