A equipe jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou, nesta quarta-feira (4), um requerimento ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, solicitando autorização para que a deputada federal Caroline De Toni (PL-SC) possa visitá-lo. No mesmo pedido, os advogados incluíram o nome de Thiago Boava, viúvo da deputada federal Amália Barros (PL-MT) e pré-candidato ao cargo.
A solicitação ocorre em meio às articulações para a formação da chapa ao Senado em Santa Catarina. O PL confirmou as pré-candidaturas de De Toni e do ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, para a disputa.
A definição gerou tensão dentro do campo conservador, especialmente diante da relevância estratégica do Senado para a direita nas eleições de 2026. O cenário também envolveu atritos entre PL e PP, já que a vaga atualmente ocupada pelo senador Esperidião Amin (PP-SC) estará em disputa, e ele pretende concorrer à reeleição.
Durante o impasse, o partido Partido Novo chegou a sondar De Toni para uma possível filiação e candidatura pela legenda. Em meio a divergências com Carlos Bolsonaro, a deputada estadual Ana Campagnolo (PL) comentou o desfecho da decisão interna do PL, afirmando que a candidatura de Carlos foi definida de forma impositiva.
Segundo Campagnolo, a permanência de De Toni na sigla representou uma vitória política, já que, de acordo com ela, havia o risco de a parlamentar deixar o partido e negociar com o Novo.
Paralelamente às movimentações eleitorais, Bolsonaro indicou seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como seu advogado. Com a formalização da atuação na defesa, Flávio passa a não depender de autorizações específicas para realizar visitas ao pai no sistema prisional.