Nesta quinta-feira (05), a Justiça dos EUA determinou que o governo americano apresente dados sobre a suposta entrada do ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Filipe Martins , no país em 2022. Atualmente, ele está preso preventivamente no Paraná.
Filipe Martins ingressou com um processo contra o Departamento de Segurança Interna e o Serviço de Imigração dos EUA, em que alega que o órgão inseriu dados fraudulentos sobre ele no sistema americano.
Segundo informações divulgadas pelo jornal Folha de S.Paulo, o juiz Gregory Presnell, do Tribunal do Distrito Central da Flórida, acatou pedido da defesa do ex-assessor de Jair Bolsonaro, Filipe Martins. O magistrado determinou que o governo americano apresente documentos integrais, sem tarjas, como haviam sido apresentados anteriormente.
Em outubro de 2025, o Departamento de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos confirmou que Filipe Martins não entrou em território americano em 2022. Posteriormente, a Polícia Federal do Brasil recomendou a abertura de investigação para apurar se o ex-assessor “simulou” a viagem aos EUA.
Filipe Martins teve a prisão decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que utilizou a suposta viagem para justificar a medida. Entretanto, em 2024, a defesa de Martins apresentou diversos pedidos de liberdade, por não haver provas de que o ex-assessor deixou o país, mas todos foram negados.