O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou que enviou uma mensagem ao presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab , com o objetivo de marcar um encontro para tratar do cenário político e do apoio do partido à reeleição do atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

"Teve uma resposta simpática: 'olha, oportunamente...' [...] Foi uma [mensagem] de ida e uma de volta até aqui", detalhou, em entrevista ao SBT News nessa quinta-feira (09). Durante a conversa, o ex-ministro também relembrou a eleição municipal de 2012, quando Kassab optou por José Serra (PSDB) como sucessor, mas acabou derrotado na disputa pela prefeitura de São Paulo, citando o episódio como exemplo de diálogo político bem conduzido.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Fernando Haddad

Apesar da iniciativa, Haddad evitou demonstrar otimismo em relação a um possível apoio do PSD na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes. "Quando você começa uma conversa, você não começa com... nem é bom começar com grandes expectativas, é bom querer entender o que se passa. Por que ele apoiaria o Tarcísio ainda depois desses três anos? Qual é a marca ou vitrine, qual é o indicador que ele está olhando para achar que este governo merece continuidade? Um governo que não teve aderência aos anseios da população de São Paulo", completou.

Nas eleições municipais de 2024, o PSD alcançou o maior número de prefeitos eleitos no estado, somando 206 entre os 645 municípios paulistas. Já o PT lançou candidaturas em 114 cidades, mas conquistou vitória em apenas quatro: Mauá, Matão, Santa Lúcia e Lucianópolis.

Assim como o PSD, o PT nunca comandou o governo estadual de São Paulo. Ainda assim, o partido já contou com aliados no cargo, como o ex-ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), e o atual vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), que governou o estado por dois mandatos.

Haddad ainda não definiu quem ocupará o posto de vice em sua chapa, mas citou alguns nomes que vêm sendo considerados, como o de Márcio França e o da ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira, Teresa Vendramini, conhecida como Teca Vendramini (PDT). Ligada ao agronegócio, ela é vista pelo petista como uma alternativa para reduzir a resistência ao partido dentro do setor.

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