A Polícia Federal apreendeu, na manhã desta quarta-feira (15), um colar dourado com a imagem do traficante Pablo Escobar durante a Operação Narco Fluxo, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro com movimentação superior a R$ 6,1 bilhões.
A joia, que traz a imagem de Escobar em uma moldura no formato do mapa de São Paulo, foi encontrada com o funkeiro MC Ryan SP , preso durante uma festa na cidade de Bertioga, no litoral paulista.
Prisões e apreensões em vários estados
Além de MC Ryan SP, a operação também resultou na prisão do cantor Poze do Rodo, detido em uma residência de luxo no Rio de Janeiro. Influenciadores digitais que participavam do evento em Bertioga também foram alvo da ação.
Ao todo, foram cumpridos 45 mandados de busca e apreensão em diversos estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e o Distrito Federal.
Durante a operação, os agentes apreenderam ainda carros de luxo avaliados em cerca de R$ 20 milhões, armas, munições, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos.
Investigação envolve criptomoedas
Segundo a Polícia Federal, os investigados são suspeitos de integrar um esquema estruturado de lavagem de dinheiro, com uso de criptoativos e movimentações financeiras de alto valor.
As defesas dos cantores informaram que ainda não tiveram acesso aos autos do processo e negaram as acusações.
Referência ao tráfico e ostentação
A presença da imagem de Pablo Escobar no colar chama atenção por seu simbolismo no universo do crime organizado. O ex-líder do Cartel de Medellín é frequentemente associado à logística do tráfico internacional de drogas, modelo que teria influenciado facções brasileiras como o Comando Vermelho e o PCC.
De acordo com investigadores, esse tipo de referência também aparece em manifestações culturais e no estilo de vida de alguns artistas, com ostentação de joias e bens de alto valor.
Histórico de investigações
No caso de Poze do Rodo, o cantor já havia sido preso anteriormente e investigado por suposta ligação com o Comando Vermelho. As autoridades apontam que há indícios de vínculo com integrantes da organização criminosa, além da divulgação de conteúdos considerados de apologia ao crime.
A investigação segue em andamento, e a Polícia Federal afirma ter reunido elementos considerados robustos para fundamentar as medidas judiciais adotadas.