O Partido dos Trabalhadores (PT) fez duras críticas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , e classificou como “sequestro” a captura do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro . As declarações fazem parte de um documento interno que orienta a estratégia política da legenda para as eleições de 2026, nas quais o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve buscar a reeleição.

O texto foi elaborado sob coordenação do ex-ministro José Dirceu e defende uma atuação internacional baseada na diplomacia e no respeito ao direito internacional. Segundo a direção do partido, “a luta pela paz não é neutralidade diante das injustiças, mas compromisso ativo com a soberania dos povos”.

Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República
Nicolás Maduro e Lula

As críticas do PT ocorrem no contexto da operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura de Maduro, em janeiro de 2026, ação que gerou repercussão global e questionamentos sobre sua legalidade . No documento, a legenda afirma que o episódio representa uma violação concreta do direito internacional e evidencia o que chama de retomada de uma política intervencionista por parte dos EUA.

“A deposição e sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelas forças especiais norte-americanas mostra que a ofensiva imperialista não é um termo retórico, mas um ato concreto”, diz um trecho do material.

O partido também critica outras ações atribuídas ao governo norte-americano, como pressões econômicas e diplomáticas sobre países latino-americanos. O texto menciona ainda o bloqueio a Cuba, classificado como “brutal e ilegal”, e aponta a existência de um “cerco e agressão” à Venezuela.

Além disso, o documento faz críticas ao que considera uma estratégia dos Estados Unidos para recompor sua hegemonia global por meio da coerção, da ruptura de acordos multilaterais e do uso de disputas comerciais e tecnológicas.

Sem anúncio no momento

As diretrizes devem ser debatidas e formalizadas em congresso partidário previsto para começar na próxima sexta-feira (24). O material servirá de base para a construção do programa de governo do PT nas eleições presidenciais de 2026.