A defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal ( STF ), que determinou aos ministérios da Justiça e das Relações Exteriores a adoção de medidas para dar início ao processo de extradição da parlamentar ao Brasil.
Atualmente na Itália, Zambelli cumpre prisão domiciliar em Roma e responde a um processo relacionado à invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça.
Na decisão, Moraes determinou que o governo brasileiro formalize os procedimentos necessários para solicitar oficialmente a extradição da ex-deputada.
Em nota, o advogado Fábio Pagnozzi afirmou que a medida é “precipitada”, alegando que a Justiça italiana ainda não concluiu a análise do caso. Segundo a defesa, a Corte de Cassação de Roma deve realizar, na próxima sexta-feira (22), uma audiência considerada decisiva sobre o recurso apresentado contra a autorização da extradição.
“A palavra final cabe ao ministro da Justiça italiano, Carlo Nordio”, afirmou a defesa. “Tentar forçar a extradição agora ignora o ritmo da própria Justiça italiana.”
Os advogados também sustentam que o processo conduzido no Brasil seria “irregular” e “sem precedentes”. Segundo a defesa, Alexandre de Moraes teria atuado simultaneamente como vítima, investigador, relator e executor das decisões, o que, na avaliação dos advogados, comprometeria a imparcialidade do julgamento.