O ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmou que novas medidas dos Estados Unidos envolvendo o Brasil ainda podem acontecer. A declaração foi feita após o governo de Donald Trump classificar o PCC e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Segundo Eduardo, ele e o senador Flávio Bolsonaro aproveitaram encontros recentes com Trump, com o vice-presidente norte-americano JD Vance e com o secretário de Estado Marco Rubio para apresentar novos pedidos ao governo americano.

“Quando o bandido chora, a população trabalhadora se alegra. Sinto a sensação de dever cumprido. Mérito do Flávio, que foi determinado a defender esta declaração. E creio que ainda há mais por vir ao aproximar Brasil de EUA“, afirmou. O influenciador Paulo Figueiredo, que participou das reuniões ao lado de Eduardo e Flávio na Casa Branca, relatou à coluna Igor Gadelha, do Metrópoles , que um dos pedidos apresentados durante os encontros foi a retomada da Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes .

Foto: Reprodução
O encontro ocorreu no Salão Oval e contou com a presença de Eduardo Bolsonaro

Figueiredo explicou que a solicitação teria sido feita por ele e por Eduardo Bolsonaro. Segundo ele, Flávio preferiu não se envolver diretamente no assunto. “O Flávio não quis se envolver nessa questão, preferiu se preservar“, declarou o influenciador, que vive nos Estados Unidos há vários anos. Ainda de acordo com Figueiredo, ele comentou com Trump o que considera como “efeitos positivos” da aplicação da Lei Magnitsky no Brasil. Entre os pontos citados, ele mencionou a saída antecipada do ministro Luís Roberto Barroso da presidência do Supremo.

“Expliquei ao Trump os efeitos positivos da Magnitisky no Brasil Ela mudou o tabuleiro do Supremo Tribunal Federal, inclusive com a renúncia do Barroso. Ele renunciou com o cagaço de ser alvo da Magnitsky. O Trump ficou muito impressionado com o efeito”, declarou Figueiredo.

Apesar das conversas, o influenciador afirmou que não acredita em uma retomada imediata da medida. “Mas foi algo discutido. Nós nos certificamos de que o que houve foi uma suspensão”, relatou. Figueiredo também afirmou que ele e Eduardo Bolsonaro destacaram a Trump que, segundo eles, não houve reciprocidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a suspensão da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes.

“Pelo contrário. A gente mostrou que o Lula fala mal dele toda oportunidade que tem. E ainda tirou o visto do diplomata dele, que era especializado em Brasil”, disse o influenciador. A declaração fazia referência à suspensão do visto de Darren Beattie, assessor sênior do governo Trump para políticas voltadas ao Brasil. O diplomata norte-americano viria ao país em março e pretendia visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro durante o período em que ele estaria preso.

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