O Superior Tribunal de Justiça condenou, nesta quarta-feira (6), o ex-governador do Acre, Gladson Cameli (PP), a 25 anos e 9 meses de prisão, em regime inicial fechado, pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações.

Segundo a decisão, Cameli liderava um esquema que teria causado prejuízo de R$ 11,7 milhões aos cofres públicos do estado. Além da pena de prisão, o STJ determinou o pagamento de multa e indenização ao Acre.

Foto: Divulgação/Governo do Acre
Ex-governador Gladson Cameli

A condenação, no entanto, não será executada imediatamente, já que ainda cabem recursos. Gladson Cameli renunciou ao cargo de governador em abril deste ano com a intenção de disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026.

De acordo com denúncia do Ministério Público Federal, o ex-governador participou de um esquema de fraude na contratação da empresa Murano Construções para obras viárias no Acre. A construtora teria ligação com o irmão de Cameli.

O contrato foi firmado em 2019 junto à Secretaria de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano do Acre. Inicialmente voltado à manutenção de prédios públicos, o acordo teve o escopo ampliado para grandes obras viárias. Segundo as investigações, um dia após a assinatura do contrato, a construtora firmou parceria com uma empresa ligada ao irmão do ex-governador.

As irregularidades foram investigadas no âmbito da Operação Ptolomeu, da Polícia Federal, que apura um esquema de desvio de recursos públicos no estado.

Sem anúncio no momento

Outro lado

Em publicação nas redes sociais, o ex-governador se manifestou sobre a condenação pelo STJ e afirmou que irá recorrer. “Recebi com serenidade e absoluto respeito o resultado da votação realizada na tarde desta quarta-feira, dia 6, no Superior Tribunal de Justiça. Compreendo o rito jurídico da Corte e é com base nesse respeito que, no exercício democrático do direito, recorrerei da decisão à instância superior o Supremo Tribunal Federal, prerrogativa que me é assegurada pela legislação brasileira em vigor”, informou.