O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira , cumpre agenda oficial em Paris, na França, nesta quarta-feira (03) e quinta-feira (04), onde participa de encontros ministeriais da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Organização Mundial do Comércio (OMC). Durante as discussões promovidas pela OMC, o chanceler brasileiro deverá reforçar a posição do governo em favor de uma reforma considerada "substantiva e equilibrada" da entidade responsável por regular o comércio internacional.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a reunião ministerial da OMC servirá para debater formas de fortalecer o sistema multilateral de comércio baseado em regras e ampliar a capacidade da organização de responder aos desafios atuais do cenário global. “A miniministerial da OMC, organizada pela Austrália, será ocasião para debater o fortalecimento do sistema multilateral de comércio baseado em regras e reafirmar a importância atribuída pelo Brasil a uma reforma substantiva e equilibrada da Organização, capaz de preservar sua centralidade, reforçar sua função negociadora e assegurar a plena restauração do sistema de solução de controvérsias”, informa o Itamaraty, em nota.
Ainda conforme o comunicado, “Brasil defenderá, nesse contexto, uma OMC mais eficaz, previsível e responsiva aos desafios contemporâneos do comércio internacional, em benefício do desenvolvimento e da segurança econômica de seus membros”.
O encontro acontece em um momento de tensão comercial envolvendo os Estados Unidos. O governo norte-americano, liderado por Donald Trump, voltou a sinalizar a possibilidade de aplicar tarifas sobre produtos brasileiros. As medidas são resultado de investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, que propõem sobretaxas de 25% e 12,5% sob a alegação de práticas comerciais consideradas desleais.
Na OCDE, Mauro Vieira participa da cerimônia de abertura do Conselho Ministerial e de debates voltados à política industrial, comércio internacional e desenvolvimento sustentável. Embora ainda não seja membro da organização, o Brasil integra diversos comitês e fóruns ligados a temas como tributação, investimentos, finanças e combate à corrupção.