O ex-presidente Jair Bolsonaro ( PL ) apresentou episódios de fadiga, sonolência e instabilidade no equilíbrio corporal na última semana em decorrência dos medicamentos que utiliza. As informações constam em novos relatórios médicos encaminhados pela defesa ao Supremo Tribunal Federal ( STF ), que apontam um quadro clínico estável, mas com efeitos colaterais persistentes e necessidade de acompanhamento contínuo.

De acordo com os documentos divulgados neste fim de semana, o médico Brasil Caiado, responsável pelo acompanhamento clínico de Bolsonaro, informou que o ex-presidente apresenta "certa estabilidade dos sintomas e queixas", mantendo um quadro semelhante ao observado na semana anterior.

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Bolsonaro apresenta fadiga e instabilidade no equilíbrio corporal, aponta relatório médico.

O relatório também destaca uma resposta considerada satisfatória após ajustes na medicação realizados há cerca de um mês, com melhora progressiva, especialmente nos níveis da pressão arterial e nas crises de soluço.

Os médicos afirmam ainda que Bolsonaro mantém uma rotina de dieta rigorosa, fisioterapia, prática regular de exercícios e medidas preventivas para reduzir o risco de quedas e controlar o refluxo gastroesofágico. Apesar da estabilidade clínica, os efeitos colaterais dos medicamentos continuam provocando episódios de cansaço, sonolência e alterações no equilíbrio corporal.

No pedido encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes no fim do mês passado para solicitar a prorrogação da prisão domiciliar, a defesa anexou ainda um laudo assinado pelos médicos Claudio Birolini, Leandro Echenique e Brasil Caiado. No documento, Bolsonaro é classificado como um paciente com "quadro de multimorbidade complexa".

Situação judicial

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por decisão do ministro Alexandre de Moraes. A medida foi mantida após a defesa alegar que o tratamento das diversas comorbidades exige cuidados contínuos em ambiente doméstico.

Sem anúncio no momento

Ao prorrogar o benefício, Moraes afirmou que "não há dúvidas" de que houve melhora no estado geral de saúde do ex-presidente. Ainda assim, considerou que a manutenção da prisão domiciliar humanitária permanece "razoável, adequada e proporcional", levando em conta as condições clínicas apresentadas pela defesa.