O Ministério Público Eleitoral (MPE) instaurou procedimento para investigar o prefeito de Érico Cardoso (BA), Eraldo Félix, após a divulgação de um vídeo em que ele e o vice-prefeito, Deivison Mendonça, aparecem condicionando a permanência de servidores municipais ao apoio político ao grupo e à reeleição do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT).
A apuração foi aberta pelo promotor eleitoral Victor de Araújo Fagundes, da 111ª Zona Eleitoral de Paramirim, e encaminhada à Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) para adoção das medidas judiciais cabíveis. O caso investiga se as declarações podem caracterizar coação e assédio eleitoral.
A denúncia ganhou repercussão após a circulação de um vídeo de aproximadamente 10 minutos nas redes sociais. Na gravação, o prefeito afirma que servidores que não estiverem dispostos a integrar o grupo político da gestão deveriam deixar os cargos para evitar possíveis demissões.
“Quem não tiver a fim de fazer parte desse time, pede para sair logo agora. Porque a hora é agora, para não me dar sequer a decepção de ter que mandá-los embora”, declarou Eraldo Félix.
Em outro trecho do vídeo, o prefeito afirma que “só tem um técnico: Eraldo e Deivison” e diz que aqueles que não atuarem “de acordo com o time” não permanecerão na administração municipal.
Segundo o Ministério Público, as falas podem indicar uma tentativa de constranger servidores públicos a aderirem politicamente ao grupo que atualmente administra o município.
Além da investigação na esfera eleitoral, o caso também está sendo analisado sob a possibilidade de configuração de improbidade administrativa. A Procuradoria Regional Eleitoral deverá avaliar as medidas a serem adotadas a partir do procedimento instaurado.