O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Paulo Rodrigues, afirmou que o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresenta o pior desempenho da história em relação às pautas defendidas pelo movimento. Segundo o dirigente, a política econômica conduzida pelo Ministério da Fazenda tem limitado os recursos destinados ao setor e deixado a reforma agrária fora das principais prioridades do governo federal .
Durante entrevista ao programa Frente a Frente, do canal UOL, Rodrigues afirmou que o governo deve encerrar o ano com cerca de 10 mil famílias assentadas. Na avaliação dele, esse resultado está abaixo do esperado e o ritmo adotado pelo Palácio do Planalto é insuficiente para atender às demandas do movimento.
O coordenador declarou ainda que, mantendo a velocidade atual, seriam necessários aproximadamente 15 anos para contemplar as cerca de 150 mil famílias vinculadas ao MST que aguardam assentamento.
Apoio a Lula em 2026
Apesar das críticas ao andamento da reforma agrária e da demora na liberação de recursos, o MST confirmou apoio à eventual candidatura de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2026.
João Paulo Rodrigues também informou que atuará como um dos coordenadores da campanha do presidente e defendeu que Lula tenha mais "coragem" para enfrentar as limitações orçamentárias em um possível novo mandato.
Defesa de desapropriações por decreto
Na entrevista, o dirigente também defendeu que o governo federal amplie a distribuição de propriedades rurais por meio de decretos presidenciais de desapropriação, sem depender de deliberações do Congresso Nacional ou do Judiciário.