A Polícia Federal (PF) apreendeu uma espingarda registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante uma operação realizada em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre (RS), nessa quarta-feira (8). O armamento foi localizado na residência do proprietário de uma loja importadora de armas, apontado como o responsável pela doação da espingarda ao ex-presidente.

A apreensão ocorreu no mesmo dia em que agentes federais realizaram buscas na residência de Bolsonaro, em cumprimento a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal (STF). A ordem previa a localização e recolhimento de armas de fogo, munições e documentos de registro vinculados ao ex-presidente.

Foto: José Cruz/Agência Brasil
Jair Bolsonaro

Durante as diligências na casa de Bolsonaro, os policiais não encontraram os materiais solicitados. Posteriormente, a defesa informou ao STF onde estavam duas armas registradas em nome do ex-presidente que ainda não haviam sido localizadas pelas autoridades.

Segundo os advogados, as informações foram repassadas para atender à decisão judicial que determinava a entrega dos armamentos. Em publicação nas redes sociais, o advogado João Henrique N. de Freitas criticou a operação e afirmou lamentar que "um ex-presidente da República continue sendo submetido a esse tipo de ação".

A investigação faz parte do acompanhamento do arsenal registrado em nome de Bolsonaro e ocorre no contexto das medidas impostas pela Justiça após a condenação do ex-presidente. Conforme as autoridades, o objetivo é verificar o cumprimento das determinações judiciais relacionadas à posse das armas.

A operação também provocou reações de aliados políticos. O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) classificou a ação como uma "tortura" e afirmou que o pai é alvo de perseguição. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou que a operação seria uma "cortina de fumaça" para desviar a atenção de outros temas envolvendo a atuação política da família.

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