Um homem de 30 anos foi preso nessa sexta-feira (10) suspeito de participação no assassinato do secretário municipal de Administração de São Luís do Curu, Ricardo Abreu Barroso , ocorrido no dia 19 de março, no Ceará. Esta é a quarta prisão relacionada ao caso.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública , o suspeito foi capturado no próprio município onde o crime ocorreu, com mandado de prisão temporária expedido pela Justiça. A identidade dele não foi divulgada, e sua participação no crime não foi detalhada.

Foto: Reprodução/ Instagram
Ricardo Abreu Barroso

Outras três pessoas já haviam sido presas por envolvimento no homicídio, incluindo suspeitos de dar apoio e monitorar a vítima antes da execução.

O crime aconteceu no dia 19 de março e foi registrado por câmeras de segurança, que mostram o momento em que homens armados atiram contra o secretário dentro de um depósito de construção de sua propriedade. Ele estava acompanhado do filho e de um colega, que não foram atingidos.

Motivação do crime

Segundo as autoridades policiais, o secretário de Administração de São Luís do Curu, Ricardo Abreu Barroso estava sendo ameaçado por criminosos do Comando Vermelho, segundo um áudio revelado pela Polícia. A motivação do crime teria sido a influência política do secretário na atuação da Polícia Militar na cidade, em especial do Comando de Policiamento de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (CPRaio) .

No conteúdo que teria sido enviado em 2025, o chefe da facção na região, Wesley Pereira Balbino, vulgo “Guaxinim”, ameaça o secretário e sua família. “Tem que dar uma rajada de bala boa. Tem que apertar quem tem o poder na mão, entendeu? Na casa do Júnior Abreu, uma rajada boa de bala! No mesmo tempo da outra rajada do depósito dele, para chegar para nós perguntando "O que foi, o que foi?', 'O que foi meu filho é o seguinte: dessa vez foi nas casas, agora vai ser na sua cara viu, você num tire o Raio dentro da cidade não'. É desse jeito, aqui é o Guaxinim, não é caô não. E se eles desacreditar eu vou mandar é matar", diz o chefe da facção no áudio”.

Sem anúncio no momento

Entre os anos de 2024 e 2025, diversos criminosos subordinados a Wesley foram presos no município. O chefe da facção e o irmão, Uesclei Pereira Balbino, vulgo “Gringo”, deixaram a cidade por conta da atuação do CPRaio, o que o motivou a mandar o áudio exigindo que os políticos usassem sua influência para enfraquecer a atuação da polícia.

Wesley teria se refugiado no Rio de Janeiro, de onde teria recrutado os criminosos para a execução do secretário municipal. Um dos filhos de Ricardo Abreu citou o áudio em depoimento e revelou que, em agosto de 2025, a fachada da casa do vereador Júnior Abreu, filho do secretário, foi atingida por disparos de arma de fogo, assim como Wesley ameaçou no áudio. O caso continua sendo apurado pela Polícia Civil.