A taxa de desemprego no Brasil permaneceu em 5,6% no trimestre encerrado em setembro, repetindo o menor nível da série histórica iniciada em 2012, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice é o mesmo registrado no trimestre encerrado em agosto e confirma a tendência de estabilidade no mercado de trabalho.
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), a taxa era de 5,8% no trimestre encerrado em junho e de 6,4% no mesmo período de 2024. Para a coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy, o resultado reflete a consolidação da recuperação do emprego no país:
“O nível da ocupação em patamares elevados nos últimos meses indica a sustentabilidade da retração do desemprego ao longo de 2025.”
Desemprego cai e número de empregados com carteira atinge recorde
A população desocupada, ou seja, quem procurava emprego, caiu para 6,04 milhões de pessoas, o menor número da série histórica. O recuo foi de 3,3% em relação ao trimestre anterior e de 11,8% na comparação anual, o que representa menos 809 mil pessoas desempregadas.
Já a população ocupada se manteve estável, com 102 milhões de brasileiros empregados, enquanto o nível de ocupação ficou em 58,7%. O destaque positivo foi o número de empregados com carteira assinada no setor privado, que alcançou 39,2 milhões, novo recorde histórico, com alta de 2,7% no ano.
O número de empregados sem carteira assinada ficou estável em 13,5 milhões, mas recuou 4% em relação ao ano anterior, o que representa menos 569 mil pessoas. No setor público, o número de empregados chegou a 12,8 milhões, com crescimento de 2,4% no período de um ano.
Subutilização e informalidade atingem níveis mínimos
A taxa de subutilização caiu para 13,9%, o menor patamar da série histórica. O número de subocupados por insuficiência de horas trabalhadas também diminuiu, chegando a 4,5 milhões, o menor contingente desde 2016.
A população desalentada (pessoas que desistiram de procurar emprego) caiu para 2,6 milhões, menos da metade do pico registrado em 2021, quando chegou a 5,8 milhões.
A taxa de informalidade manteve-se em 37,8%, representando 38,7 milhões de trabalhadores informais, ligeiramente abaixo dos 38,8% do mesmo trimestre de 2024.
Rendimentos e massa salarial
O rendimento médio habitual dos trabalhadores ficou em R$ 3.507, estável em relação ao trimestre anterior e com alta de 4% em comparação a 2024.
A massa de rendimento, que soma o total recebido por todos os ocupados, foi estimada em R$ 354,6 bilhões, o que representa estabilidade no trimestre e alta de 5,5% em relação ao mesmo período do ano passado.
Principais destaques da Pnad Contínua
Taxa de desemprego: 5,6% (mínima histórica)
População ocupada: 102 milhões
População desocupada: 6,04 milhões
Empregados com carteira assinada: 39,2 milhões (recorde da série)
Empregados sem carteira: 13,5 milhões
Trabalhadores por conta própria: 25,9 milhões
Taxa de subutilização: 13,9%
Taxa de informalidade: 37,8%
Rendimento médio: R$ 3.507