A economia do Brasil encolheu 0,89% no terceiro trimestre deste ano. As informações foram divulgadas pelo Banco Central (BC) de acordo com o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br).
A atividade manteve crescimento de 3% em relação ao mesmo período de 2024, apesar do recuo trimestral. O índice caiu 0,24% em setembro, fechando o mês em 108,4 pontos, abaixo dos 108,6 registrados em agosto.
O desempenho negativo marca uma reversão do pico alcançado no mês de abril, quando o indicador chegou a 110,3 pontos. Já no fim do segundo trimestre, o nível havia recuado para 108,7 pontos.
O setor agropecuário puxou o recuo trimestral, demonstrando uma queda de 4,5%. O setor de serviços teve queda menor, de 0,3%, mas contribuiu para a desaceleração geral da economia. Já a indústria mostrou retração, com baixa de 1%.
A política monetária atual busca conter a inflação, mas acaba por frear a atividade econômica, o que é comum em ciclos de aperto nos juros. A taxa Selic está no maior patamar desde 2006.
Apesar do ritmo mais lento, o resultado de setembro supera em 2% o nível registrado no mesmo mês do ano anterior. No acumulado em 12 meses, o crescimento é de 3%, de acordo com o Banco Central.