O PIB per capita do Piauí registrou um salto de 913,5% entre 2002 e 2023, passando de R$ 2.440,70 para R$ 24.736,15, segundo dados do IBGE divulgados em parceria com a SEPLAN-PI. O crescimento acumulado ao longo de 21 anos apontou uma mudança na geração de riqueza por habitante, embora o estado ainda permaneça entre os menores indicadores do país. Em 2023, mesmo após o avanço, o Piauí ocupou a terceira pior posição nacional, ficando acima apenas da Paraíba, com R$ 24.395,17, e do Maranhão, com R$ 22.020,63.

Os números divulgados também mostram o distanciamento entre o desempenho piauiense e a média brasileira. No ano passado, o PIB per capita do Brasil chegou a R$ 53.886,67, mais que o dobro do registrado pelo Piauí. Entre as unidades da federação, os maiores valores ficaram com o Distrito Federal, com R$ 129.790,44, seguido por São Paulo, Mato Grosso e Rio de Janeiro, que apresentaram indicadores acima de R$ 70 mil.

Foto: José Cruz/Agência Brasil
Dinheiro em espécie

Outro ponto analisado pelo levantamento foi a relação entre o PIB per capita dos estados e o do país. Em 2002, o indicador piauiense equivalia a apenas 29% da média nacional, representando uma grande distância em termos de renda gerada por habitante. Esse percentual mudou gradualmente ao longo das duas décadas seguintes, acompanhando o ritmo de expansão observado no estado.

Em 2023, a razão entre o PIB per capita piauiense e o brasileiro alcançou 46%, o que manteve o estado à frente apenas da Paraíba, com 45%, e do Maranhão, com 41%. Do outro lado da lista, as maiores proporções foram registradas no Distrito Federal, com 2,41 vezes a média do país, seguido por São Paulo, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Santa Catarina.