O Banco Central encaminhou, na segunda-feira (29), esclarecimentos ao Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a liquidação do Banco Master , apontando uma série de irregularidades cometidas pela instituição financeira de Daniel Vorcaro. No documento sigiloso, obtido pelo Estadão , o BC informa que as condutas supostamente criminosas foram relatadas ao Ministério Público Federal.
O Master foi liquidado extrajudicialmente em 25 de novembro. Na resposta enviada ao TCU, o Banco Central argumentou que uma eventual reversão dessa decisão traria riscos graves ao sistema financeiro.
Segundo o Estadão , o Banco Central alegou que a liquidação se deu em decorrência de uma “profunda e crônica crise de liquidez” e do “grave e reiterado descumprimento de normas que disciplinam sua atividade”.
No mesmo dia da liquidação extrajudicial, o Banco Central afirmou ter feito uma nova comunicação de crime ao Ministério Público Federal (MPF), diante de indícios de condutas relacionadas à gestão fraudulenta de instituição financeira, à realização de operação simulada ou sem lastro e ao emprego de artifícios destinados a criar aparência de legalidade para operações desprovidas de substância econômica.
O Banco Central ressaltou que a liquidação foi decretada somente após todas as demais alternativas terem sido consideradas e rejeitadas. Uma delas, a negociação com o Banco de Brasília (BRB), foi negada pelo BC após despertar suspeitas.