A Dívida Pública Federal (DPF) alcançou R$ 7,88 trilhões ao final de junho de 2025, um aumento de R$ 212,71 bilhões em relação ao mês anterior. O crescimento de 2,77% foi impulsionado principalmente por uma forte emissão líquida de títulos, conforme dados divulgados nesta segunda-feira (28) pelo Relatório Mensal da Dívida Pública, da Secretaria do Tesouro Nacional .
Do total, R$ 7,58 trilhões correspondem à Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), que teve alta de 2,99% no mês, e R$ 302,1 bilhões referem-se à Dívida Pública Federal externa (DPFe), que registrou leve recuo de 2,27%. Segundo o Tesouro, o volume total de emissões em junho foi de R$ 177,09 bilhões, superando os resgates de R$ 17,91 bilhões, sedo que a maior parte das emissões foi concentrada em títulos prefixados (R$ 68,37 bilhões), seguidos pelos atrelados à taxa Selic (R$ 62,50 bilhões) e pela dívida vinculada à inflação (R$ 30,44 bilhões).
A composição da dívida apresentou leve mudança, onde a participação de papéis prefixados subiu de 21,10% para 21,57%, enquanto os indexados à inflação recuaram para 26,45%. Os títulos de taxa flutuante representaram 48,16%, e os atrelados ao câmbio, 3,82%. No Tesouro Direto, as vendas totalizaram R$ 5,77 bilhões em junho, com resgates de R$ 2,92 bilhões, resultando em emissão líquida de R$ 2,84 bilhões.
O estoque do programa subiu para R$ 180,35 bilhões, avanço de 2,41% sobre maio. Os títulos indexados à inflação representam a maior fatia (51,40%), mas o Tesouro Selic segue sendo o mais procurado pelos investidores de varejo, respondendo por 55,88% das vendas no mês. Apesar do aumento no estoque, o custo médio acumulado da dívida em 12 meses caiu de 11,73% ao ano em maio para 11,41% em junho. Contudo, o custo médio das emissões em oferta pública subiu para 13,52% ao ano, refletindo um ambiente de financiamento mais caro.
A reserva de liquidez do Tesouro teve aumento expressivo de 19,64%, passando de R$ 861,3 bilhões para R$ 1,03 trilhão, o que elevou o índice de liquidez da dívida para 8,44 meses. O prazo médio da DPF, no entanto, caiu de 4,20 anos para 4,14 anos. Já a parcela da dívida com vencimento em até 12 meses recuou de 16,02% para 15,68%. Em relação aos detentores da dívida interna, as instituições financeiras continuam como os principais credores, com 31,3% do total, seguidas pelos fundos de previdência (23,1%) e fundos de investimento (22,1%). O estoque de títulos nas mãos de não residentes aumentou R$ 18,8 bilhões, enquanto as instituições financeiras ampliaram sua posição em R$ 154,6 bilhões.