Os mercados financeiros reagiram de forma positiva na tarde desta quarta-feira (30) após a divulgação do decreto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , que oficializa a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. O alívio veio com a divulgação da lista de isenções da medida, que animou os investidores e impulsionou os ativos nacionais.
A reação foi imediata: a cotação do dólar , que mais cedo operava em alta, a R$ 5,62, recuou para R$ 5,54, com viés de baixa. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), saltou de 132.160 para 134.367 pontos, revertendo o movimento de queda registrado nas horas anteriores.
Ficaram de fora do tarifaço produtos estratégicos da pauta exportadora brasileira, como suco de laranja, aviões e celulose. A exclusão desses itens, considerados de grande peso para as exportações do país, foi interpretada pelo mercado como um sinal de que os impactos econômicos da medida podem ser menos severos do que o inicialmente temido.
Decreto executivo assinado
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira (30) um decreto executivo que oficializa a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A medida, segundo o governo norte-americano, foi adotada com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, de 1977, e é justificada por uma "emergência nacional".
No documento, a Casa Branca afirma que a decisão foi motivada por políticas e ações “incomuns” e “extraordinárias” do governo brasileiro, as quais, na avaliação de Trump, prejudicam empresas americanas, ameaçam a liberdade de expressão de cidadãos dos EUA e colocam em risco a economia e a política externa do país.