O setor público consolidado do Brasil apresentou déficit primário de R$ 17,3 bilhões em agosto, segundo dados divulgados nesta terça-feira (30) pelo Banco Central . O valor corresponde ao saldo entre receitas e despesas do governo, sem considerar o pagamento de juros da dívida pública. Apesar de negativo, o resultado é melhor que o registrado em agosto de 2024, quando o déficit alcançou R$ 21,4 bilhões.

O boletim de Estatísticas Fiscais do BC também indica que a dívida bruta do setor público chegou a 77,5% do Produto Interno Bruto (PIB), equivalente a aproximadamente R$ 9,6 trilhões, mantendo a mesma proporção do mês anterior.

Déficits por esfera do governo

De acordo com o levantamento, o governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) acumulou déficit de R$ 15,9 bilhões em agosto. Os governos estaduais e municipais registraram saldo negativo de R$ 1,3 bilhão, enquanto as empresas estatais tiveram déficit de R$ 6 milhões.

Nos últimos 12 meses, o setor público consolidado acumula déficit primário de R$ 23,1 bilhões, equivalente a 0,19% do PIB, ligeiramente inferior ao resultado acumulado até julho (R$ 27,3 bilhões, ou 0,22% do PIB).

Dívida pública

A dívida bruta do governo geral (DBGG), que inclui União, estados, municípios e o INSS, manteve-se em 77,5% do PIB, enquanto a dívida líquida do setor público (DLSP) subiu para 64,2% do PIB (cerca de R$ 8 trilhões), um aumento de 0,6 ponto percentual em relação a julho.

Segundo o Banco Central, a evolução da dívida decorreu de fatores como juros nominais apropriados, déficit primário, valorização cambial e variação do PIB nominal. No acumulado do ano, a dívida líquida subiu 2,7 pontos do PIB, enquanto a dívida bruta avançou 1 ponto.

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