A dívida pública federal (DPF) chegou a R$ 8,6 trilhões em dezembro de 2025, alta de 1,82% em relação a novembro, segundo o Relatório Mensal da Dívida Pública (RMD), divulgado nesta quarta-feira (28) pelo Tesouro Nacional .
De acordo com o órgão, o aumento foi puxado pela emissão líquida de títulos, no valor de R$ 59,93 bilhões, e pela apropriação positiva de juros, que somou R$ 94,83 bilhões. Com isso, o estoque da dívida encerrou o ano dentro do intervalo previsto no Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2025, que estimava variação entre R$ 8,5 trilhões e R$ 8,8 trilhões.
O prazo médio da dívida, que indica o tempo médio para o refinanciamento, caiu de 4,08 anos em novembro para 4,0 anos em dezembro, permanecendo dentro do limite estabelecido pelo PAF. A composição da DPF mostra que 48,25% do total está atrelado à taxa Selic, seguida por títulos indexados à inflação (25,93%), prefixados (22,05%) e câmbio (3,76%).
As instituições financeiras seguem como principais detentoras da dívida pública, com participação de 32,88% e estoque de R$ 2,73 trilhões. A Previdência Social responde por 22,76%, com cerca de R$ 1,8 trilhão.
Já a reserva de liquidez da dívida, conhecida como “colchão”, caiu 2,17% em dezembro, passando de R$ 1,2 trilhão para R$ 1,1 trilhão. O valor em caixa é suficiente para cobrir 7,33 meses de vencimentos de títulos públicos.