O índice risco-país da Argentina atingiu nesta terça-feira (27) o menor nível em quase oito anos, ao recuar para 499 pontos-base, rompendo a barreira dos 550 pontos observada em períodos recentes. O movimento amplia a possibilidade de retorno do país aos mercados internacionais de crédito, após um longo período de restrições financeiras e elevado custo de financiamento externo.

O desempenho foi sustentado principalmente pela atuação do Banco Central da República Argentina, que vem realizando compras sistemáticas de dólares no mercado. Apenas neste mês, a autoridade monetária adquiriu cerca de US$ 1 bilhão, elevando as reservas internacionais brutas para US$ 45,7 bilhões, segundo dados oficiais.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Javier Milei

Outro fator relevante foi a valorização dos títulos soberanos argentinos, que contribuiu para a redução do diferencial de rendimento em relação aos papéis do Tesouro dos Estados Unidos. O índice risco-país, elaborado pelo JP Morgan, mede exatamente essa diferença e é utilizado como referência por investidores para avaliar o grau de confiança em economias emergentes.

A queda do indicador teve reflexos imediatos no mercado financeiro local. A Bolsa de Buenos Aires registrou alta de 2,7%, enquanto ações de empresas argentinas negociadas em Nova York também apresentaram valorização ao longo do pregão, acompanhando o cenário de maior apetite por risco.

Quando Javier Milei assumiu a presidência, em 2023, o índice risco-país argentino estava em um patamar cerca de 1.400 pontos-base acima do nível atual. A redução observada ao longo dos últimos dois anos ocorre em meio à condução política e econômica adotada pelo governo e à melhora gradual dos indicadores financeiros acompanhados pelo mercado.

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