A arrecadação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com impostos, contribuições e outras receitas somou R$ 325,8 bilhões em janeiro de 2026, informou nesta terça-feira (24) a Receita Federal. O resultado representa aumento real de 3,56% em comparação com o mesmo mês do ano passado, quando o total arrecadado foi de R$ 314,54 bilhões, em valores corrigidos pela inflação. Trata-se do maior valor já registrado para todos os meses da série histórica iniciada em 1995.
De acordo com o órgão, o desempenho está relacionado ao crescimento da atividade econômica e a medidas tributárias adotadas nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre os destaques está o Imposto de Renda Retido na Fonte sobre rendimentos de capital, que arrecadou R$ 14,68 bilhões, com alta real de 32,56%. O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) somou R$ 8 bilhões, com crescimento real de 49,05%.
A arrecadação previdenciária alcançou R$ 63,45 bilhões, registrando aumento real de 5,48%, influenciada pela expansão da massa salarial, pela elevação do Simples Nacional e pelo crescimento de 17,02% nas compensações tributárias. Já o PIS/Pasep e a Cofins totalizaram R$ 56 bilhões, com avanço real de 4,35%. Segundo a Receita, o resultado acompanha a alta de 2,84% no volume de vendas do comércio e de 3,45% no volume de serviços, conforme dados do IBGE.
O governo também arrecadou R$ 1,5 bilhão com a tributação de apostas online e jogos de azar. Alterações recentes nessa cobrança ainda não impactaram os números de janeiro por causa do prazo de noventena. Outras medidas que contribuíram para o aumento da receita incluem a tributação de fundos exclusivos no exterior, mudanças nas subvenções estaduais, retomada da cobrança sobre combustíveis, imposto sobre encomendas internacionais, reoneração gradual da folha de pagamentos e o fim de benefícios fiscais para o setor de eventos.
Para 2026, a meta fiscal prevê superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), estimado em cerca de R$ 34,3 bilhões, conforme as regras do arcabouço fiscal aprovado em 2023. A legislação estabelece margem de tolerância de 0,25 ponto percentual, permitindo resultado entre saldo zero e superávit de até R$ 68,6 bilhões. O texto também autoriza a exclusão de R$ 57,8 bilhões em despesas do cálculo da meta, valor que pode ser destinado, por exemplo, ao pagamento de precatórios. Mesmo assim, a previsão é de que o resultado primário efetivo apresente déficit de R$ 23,3 bilhões no próximo ano.