As contas do Governo Central, que englobam o Tesouro Nacional, o Banco Central e a Previdência Social, apresentaram déficit primário de R$ 30 bilhões em fevereiro de 2026. Os dados constam no Relatório do Tesouro Nacional (RTN), divulgado nesta segunda-feira (30).

Apesar do resultado negativo, o número representa uma leve melhora em relação ao mesmo mês de 2025, quando foi registrado um déficit de R$ 31,6 bilhões, sem correção pela inflação.

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Tesouro Nacional

No acumulado de 12 meses, o rombo nas contas públicas chega a R$ 60,4 bilhões, o equivalente a 0,45% do Produto Interno Bruto (PIB). Já no primeiro bimestre de 2026, o déficit somado foi de R$ 56,8 bilhões, superior ao registrado no mesmo período do ano passado, que ficou em R$ 53,5 bilhões.

Mesmo com o resultado negativo, houve crescimento nas receitas e despesas. Em termos reais, a receita líquida aumentou R$ 13,8 bilhões (alta de 3,1%) em fevereiro, enquanto a despesa total também subiu R$ 12,3 bilhões (3,1%) na comparação com o mesmo período de 2025.

O desempenho fiscal do mês foi influenciado por um superávit de R$ 100 bilhões do Tesouro Nacional. Por outro lado, o Banco Central apresentou déficit de R$ 80 milhões, enquanto a Previdência Social registrou um rombo de R$ 43 bilhões.

Déficit ocorre quando as despesas superam as receitas, enquanto o superávit representa o cenário inverso, com arrecadação maior que os gastos. Já o resultado real leva em consideração a inflação, ao contrário do resultado nominal, que considera apenas os valores brutos.

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Meta fiscal em risco

Para 2026, a meta fiscal do governo federal é alcançar um superávit de 0,25% do PIB, estimado em cerca de R$ 34 bilhões. No entanto, há uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual, o que permite que a meta seja considerada cumprida mesmo com resultado zero ou superávit de até R$ 68 bilhões.

Diante dos números apresentados no início do ano, o cenário fiscal segue desafiador e aumenta a pressão sobre o governo para equilibrar as contas públicas ao longo de 2026.