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Economia e Negócios

Paulo Guedes: plano do Governo Federal é continuar com privatizações

O ministro disse que o primeiro grande plano do atual governo era o de controle das despesas públicas.
Por Estadão Conteúdo

O ministro da Economia, Paulo Guedes, mostrou nesta segunda-feira, 27, sua insatisfação com as críticas que o governo Bolsonaro vem recebendo por meio de uma suposta falta de plano econômico de sua equipe. “Tenho vontade, às vezes, de devolver tudo, mas tenho tentado melhorar como pessoa”, disse o ministro.

Guedes participou do 4º Encontro “O Brasil Quer Mais”, promovido pela Câmara de Comércio Internacional (ICC, na sigla em inglês), no painel "Por que ainda não abrimos”.

O ministro disse que o primeiro grande plano econômico do atual governo era o de controle das despesas públicas. De acordo com Guedes, o plano de dez anos do governo é continuar com as privatizações e que Petrobras e Banco do Brasil, todos estão na fila.

O ministro frisou que quem critica a falta de um plano do seu ministério é porque tem um treinamento com deficiências na Teoria do Equilíbrio Geral, que explica o comportamento da oferta, da demanda e dos preços em uma economia.

“Quem tem treinamento com deficiências diz que o governo não tem um plano, mas nosso primeiro plano é interromper essa trajetória explosiva de gastos”, afirmou Guedes.

Segundo o ministro, o governo tinha como ideia derrubar os juros. E para isso, disse ele, era preciso privatizar, desinvestir, como a Petrobras fez para pagar os gastos. “A Petrobras fez isso e melhorou o seu balanço. Por isso a Petrobras melhorou os seus investimentos”, justificou o ministro.

Guedes voltou a dizer que o governo atual vai terminar o mandato gastando menos do que quando começou e lembrou que havia muitos ministérios na área econômica que gastavam R$ 15 bilhões e que agora tem só o Ministério da Economia gastando R$ 10 bilhões.

Por isso, diz ele, trazer investimentos estrangeiros nos próximos 10 anos é parte do plano econômico do atual governo. “É fazer o movimento de fora para dentro. Não existe mais a figura do planejador central, coisa que não tem nem mais nem na China”, disse.

“Quando vocês virem um economista criticando o governo é porque ele não tem um bom treinamento e não está conseguindo entender o programa”, continuou Guedes.

A reforma administrativa, segundo o ministro, não é a mais potente, mas é o que foi "politicamente possível”, disse reafirmando que entregou a reforma a reforma administrativa em 2019 e que só agora ela será analisada.

Abertura comercial

Sobre o tema do evento, “Por que ainda não abrimos?”, o ministro Guedes disse que a abertura comercial do Brasil será gradual, mas de forma irreversível.

“Mas vamos abrir. A ideia inicial era baixar a tarifa de importação do Mercosul em 10% neste ano e mais 10% no ano que vem. Mas desviamos o foco de acordos comerciais para a Ásia e estamos conversando com Indonésia, Coreia do Sul e Índia”, disse.

Guedes responsabilizou a Argentina pelo não avanço da proposta para reduzir a alíquota do Imposto de Importação dentro do Mercosul. Disse entender o mau momento econômico por que passa a Argentina, mas que não acha justo o país vizinho barrar o que ele chama de modernização do bloco comercial.

Guedes disse ainda, mais para o final da sua participação no evento, que a covid-19 tirou do governo um ano e meio de reformas estruturantes que poderiam estar gerando bons frutos para a economia brasileira.

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