O prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes , afirmou publicamente que já está em pré-campanha para o Governo do Estado. A declaração marca a primeira vez em que o gestor reconhece de forma direta a intenção de disputar o Palácio Guanabara, após meses de agendas e movimentações com caráter eleitoral. Paes já havia admitido, em outubro, a possibilidade de renunciar ao cargo para entrar na disputa estadual.
A afirmação foi feita em um vídeo divulgado pelo perfil “nabocadopovorj”, no qual o prefeito nega estar apenas visitando cidades do interior e declara abertamente o objetivo eleitoral. Na gravação, Paes diz que busca votos para governador e menciona o apoio do prefeito de Santo Antônio de Pádua, Paulinho da Refrigeração, filiado ao MDB. O conteúdo circulou nas redes sociais e ampliou a repercussão sobre sua pré-candidatura.
A eventual renúncia de Eduardo Paes à Prefeitura do Rio de Janeiro deve ocorrer em março, prazo compatível com a legislação eleitoral. O prefeito já disputou o governo fluminense em outras duas ocasiões, em 2006 e em 2018, sendo derrotado no segundo turno por Wilson Witzel. A nova tentativa ocorre em um cenário político distinto, com rearranjos entre partidos e lideranças no estado.
No campo das articulações nacionais e estaduais, o PSD trabalha com a pré-candidatura do deputado federal Pedro Paulo ao Senado. Eduardo Paes, no entanto, já manifestou apoio ao nome da deputada federal Benedita da Silva para a disputa pela Casa. O cenário eleitoral ganhou nova configuração após o senador Flávio Bolsonaro ser colocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro como possível candidato ao Palácio do Planalto.
Mesmo ocupando o cargo de prefeito, Paes realizou visitas a municípios das regiões Norte e Nordeste fluminense no sábado (17) e no domingo (18). Caso confirme a renúncia, quem assume a Prefeitura do Rio é o vice-prefeito Eduardo Cavaliere, filiado ao PSD, de 31 anos. Paes já declarou publicamente que Cavaliere será o prefeito mais jovem da capital e citou posicionamentos do vice sobre temas de segurança pública, incluindo críticas à condução federal da Operação Contenção, voltada ao enfrentamento do Comando Vermelho em comunidades cariocas.