A corrida de 2026 já começou nos bastidores, e aliados de Jair Bolsonaro trabalham com uma meta ambiciosa: formar maioria no Senado Federal a partir de 2027. A estratégia envolve conquistar 33 das 54 cadeiras que estarão em disputa no próximo pleito, somando-se aos 16 parlamentares alinhados ao ex-presidente que mantêm mandato até 2030.
Pelas projeções internas do Partido Liberal , há expectativa de vitória nas duas vagas em estados como Acre, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. Em outras unidades da federação, como Minas Gerais, Amazonas e Espírito Santo, a aposta é garantir ao menos uma cadeira. Já em estados do Nordeste, como Bahia e Pernambuco, o cenário é considerado desfavorável.
As estimativas ainda devem passar por dois ajustes: um após a janela partidária de abril e outro depois das convenções que oficializam candidaturas. Dirigentes da sigla admitem que a conta depende da consolidação de alianças regionais e da definição dos nomes que irão às urnas.
Se o desenho se confirmar, o bloco alinhado ao bolsonarismo poderá alcançar 49 senadores. Com esse número, o grupo teria força para disputar o comando da Casa e avançar em pautas sensíveis, como pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal.