O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias , deve se afastar do cargo para atuar na coordenação da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. A previsão é que ele tire férias e solicite licença para se dedicar integralmente às atividades políticas a partir de julho, com foco na região Nordeste, onde é considerado um dos principais articuladores.
A declaração foi feita pelo próprio ministro, que detalhou a organização da campanha e o papel das lideranças partidárias. Segundo ele, a coordenação nacional deve ficar sob responsabilidade do presidente do partido, Edinho Silva, com participação de dirigentes e lideranças políticas. Dias afirmou que foi convidado para contribuir especialmente na mobilização eleitoral no Nordeste.
"Então eu vou colaborar. A convenção vai ser ali no mês de julho. Eu estou me preparando para, neste período, tirar férias que tenha direito e ter o licenciamento para me colocar em tempo integral. A coordenação será dos presidentes de partido, a coordenação nacional deve ser do presidente Edinho Silva e a participação de alguns líderes, e tive a honra de ser convidado para ajudar especialmente no Nordeste", afirmou Dias.
Lula mantém competitividade no Nordeste
O ministro também comentou o cenário eleitoral e afirmou que Lula mantém competitividade na região, mesmo diante de variações apontadas por pesquisas. Ele disse acompanhar a trajetória política do presidente e destacou que, em disputas anteriores, houve casos em que o desempenho nas urnas foi diferente do indicado pelos levantamentos.
As declarações ocorrem após análises sobre o cenário político nacional, incluindo avaliações de aliados do senador Ciro Nogueira de que adversários podem ter desempenho distinto no Nordeste em comparação com eleições anteriores. Nesse contexto, Dias indicou que a estratégia da campanha será baseada em mobilização e contato direto com o eleitorado.
Por fim, o ministro afirmou que o partido inicia uma fase de organização da campanha, com definição de coordenação política e articulação entre lideranças. Ele também destacou o peso do Nordeste no cenário eleitoral e mencionou a importância da região para o projeto político em curso.