O Partido Social Democrático (PSD) oficializou neste domingo (26) a candidatura do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado à Presidência da República. A convenção partidária foi realizada na sede nacional da legenda, em São Paulo, e também confirmou o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, como candidato a vice-presidente.
Durante o evento, Caiado afirmou que a decisão de disputar o Palácio do Planalto contou com o apoio de Kassab e destacou a intenção de apresentar uma alternativa fora do atual cenário de polarização política.
“Eu não seria candidato se não fosse a coragem de Gilberto Kassab, que enfrentou todos aqueles que achavam que podiam calar o Brasil e que não teria mais nenhum candidato fora da polarização”, declarou o ex-governador.
Em seu discurso, Caiado afirmou que pretende implementar um “novo modelo de governo” caso seja eleito e destacou sua passagem pelo governo de Goiás. Ele citou a aprovação de sua gestão e defendeu que o país precisa de um presidente com capacidade de apresentar resultados.
“Não é possível que o Brasil vá querer optar por aqueles que são os maiores rejeitados da política nacional. Eleição não é de rejeitados. É de quem traz resultado para a sociedade brasileira”, afirmou.
Caiado também declarou que a segurança pública será uma das prioridades de um eventual governo e voltou a fazer críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT) e ao governo federal. Segundo ele, o país precisa enfrentar problemas relacionados à criminalidade e superar o ambiente de divisão política.
Esta será a segunda vez que Caiado disputará a Presidência da República. Em 1989, quando participou da primeira eleição presidencial após a redemocratização, ele terminou o primeiro turno na 10ª colocação, com 0,72% dos votos.
Ao longo da carreira política, Caiado foi deputado federal, senador e governador de Goiás por dois mandatos. Ele deixou o comando do estado em março deste ano para se dedicar à disputa presidencial.
A chapa formada por Caiado e Kassab é considerada “puro-sangue”, já que reúne apenas integrantes do PSD. Até o momento, o partido não firmou coligações nacionais.
Kassab, que já foi prefeito de São Paulo, ministro nos governos Dilma Rousseff e Michel Temer e secretário na gestão do governador paulista Tarcísio de Freitas, fundou o PSD em 2011. Atualmente, a legenda possui o maior número de prefeitos do país.
Apesar da chapa própria, o PSD enfrenta desafios para alinhar apoios regionais. Em estados estratégicos, lideranças do partido adotam diferentes posicionamentos políticos. Em São Paulo, a legenda apoia a reeleição do governador Tarcísio de Freitas, que tem proximidade política com o grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em Minas Gerais, integrantes do partido declararam apoio a Romeu Zema (Novo), enquanto lideranças do PSD na Bahia e no Rio de Janeiro apoiam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Com isso, a candidatura de Caiado pode enfrentar dificuldades para construir palanques próprios em alguns dos principais colégios eleitorais do país.