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Tribunal de Justiça do Piauí concede habeas corpus a acusado de matar policial civil

O indivíduo é apontado como chefe da organização criminosa Comando Vermelho na região de Parnaíba.

O Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI) concedeu heabeas corpus, no dia 19 de julho, a Adeilson do Amaral de Sousa, conhecido pela alcunha de “Tio” ou Kiko”. O indivíduo é apontado como chefe da organização criminosa Comando Vermelho na região de Parnaíba, e também é acusado de participar dos assassinatos de um policial civil do Ceará e de um analista do Tribunal de Justiça do Ceará.

No Piauí, o acusado teve mandado de prisão temporária cumprida em 28 de fevereiro de 2024, que posteriormente foi convertido em prisão preventiva. Ele responde junto ao TJ-PI pelos crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O habeas corpus proferido pela 1ª Câmara Especializada Criminal do Tribunal de Justiça do Piauí em favor do acusado determina a revogação da prisão preventiva, exceto se ele estiver preso por outro motivo.

Foto: Divulgação/Polícia CivilAdeilson do Amaral de Sousa Alcunha
Adeilson do Amaral de Sousa

Maria do Rosário de Fátima Martins Leite Dias, relatora do processo, manteve o mesmo parecer de decisão liminar proferida em 12 de fevereiro de 2026. Na época, a desembargadora acolheu a prerrogativa usada pela defesa de que Adeilson estava passando por constrangimento ilegal, por considerar que ele se encontrava preso por tempo prolongado “sem a correta condução processual”.

Esse mesmo entendimento foi utilizado pela magistrada na decisão de 19 de julho, em que chega a mencionar que o processo de origem ao qual o indivíduo responde junto à Vara de Delitos de Organização Criminosa de Teresina está concluso desde 16 de setembro de 2025, sem previsão de sentença por parte do magistrado.

Sentença foi proferida

No entanto, o processo no 1º grau teve sentença proferida em 16 de março de 2026, ou seja, um mês após a liminar que concedeu habeas corpus a Adeilson do Amaral de Sousa. Ele foi condenado a 9 anos de reclusão e 1.300 dias-multa pelo crime de associação para o tráfico em regime inicial fechado, e também teve o direito de recorrer em liberdade negado.

“A custódia é imperiosa diante da gravidade concreta dos fatos, consubstanciada na sua atuação comprovada como liderança armada de facção criminosa na região. Somado a isso, a vultosidade financeira movimentada pelo sentenciado revelada o completo enraizamento e a reiteração da mercância ilícita, demonstrando que a sua soltura representa risco iminente e concreto de continuidade das atividades delitivas e grave abalo à ordem pública”.

Acusado de participar em assassinato

Adeilson do Amaral de Sousa é acusado de participar dos assassinatos de um policial civil do Ceará identificado como Glicério Felix de Almeida, de 41 anos, executado a tiros no dia 17 de dezembro de 2023 em uma praça no bairro Boca do Acre, na cidade de Granja (CE).

Ele também é suspeito do homicídio do assessor do TJ-CE, Haroldo Ximenes Júnior. O indivíduo foi preso pela Polícia Civil no dia 26 de dezembro de 2023, no bairro Pirajá, zona norte de Teresina.

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