O humorista piauiense Whindersson Nunes fez um desabafo nas redes sociais e revelou que, desde sua internação voluntária em uma clínica de reabilitação no início de 2025, tem sido observado de perto por profissionais da saúde mental. Segundo ele, psicólogos e psiquiatras passaram a frequentar suas apresentações como uma espécie de estudo comportamental.

“Parece que sou um tipo de experimento. Vários profissionais da área da mente têm ido às minhas apresentações. Me sinto parte de uma pesquisa viva sobre comportamento humano. Isso tem sido meu propósito: ajudar outras pessoas através da minha própria experiência”, declarou o artista ao responder perguntas de seguidores no Instagram.

Durante entrevista ao podcast Pivotando, Whindersson também falou abertamente sobre os motivos que o levaram a buscar ajuda profissional. O principal gatilho, segundo ele, foi o vício em álcool. “Notei que não conseguia mais parar de beber. E aí me dei conta: se não consigo controlar isso, o que mais está fora de controle?”, relatou.

Incentivado por um amigo que já havia passado por processo semelhante, Whindersson decidiu se internar de forma voluntária. “Fui porque quis. Não teve camisa de força, não teve prisão. Foi um lugar onde fui acolhido com respeito. Totalmente diferente do que muitos imaginam quando ouvem ‘clínica de reabilitação’”, destacou.

Durante o período de tratamento, o humorista passou por testes neuropsicológicos e recebeu um diagnóstico inesperado: superdotação. “O laudo apontou um QI alto e habilidades excepcionais ligadas à criatividade. Só que junto disso vieram características desafiadoras — impulsividade e compulsividade em níveis preocupantes”, revelou.

A experiência tem transformado a forma como Whindersson lida com a própria saúde mental e com o impacto de seu trabalho sobre o público. “Se eu puder ser ponte para que outras pessoas também busquem ajuda, já vale a pena tudo isso”, afirmou.

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