A Premier League aprovou, nesta sexta-feira (21), um novo modelo de teto salarial que começará a valer na temporada 2026/27. A liga, porém, rejeitou a adoção de um limite global de gastos para os clubes. As decisões foram tomadas em votação com participação das 20 equipes da primeira divisão inglesa, que também aprovaram o Sistema de Sustentabilidade e Resiliência (SSR).
Pelas novas regras, os clubes só poderão comprometer até 85% de suas receitas com salários de jogadores e comissões de agentes. Já o SSR vai avaliar a capacidade financeira das equipes de arcar com compromissos de curto e longo prazo, criando um mecanismo adicional de controle para evitar desequilíbrios estruturais.
Segundo a liga, o pacote tem como principal objetivo “promover igualdade de oportunidades” entre os times e alinhar o futebol inglês às diretrizes da Uefa, que estabelece um teto de 70% das receitas para gastos com elencos. O modelo britânico em vigor desde 2013 permitia prejuízos de até 105 milhões de libras no período de três anos, número que não acompanhou a inflação e o crescimento econômico do setor.
Resistência dos jogadores
Apesar de considerado um avanço pelos defensores da responsabilidade financeira, o novo teto salarial enfrenta forte oposição. O sindicato dos jogadores (PFA) ameaça acionar a Justiça caso não haja um processo de diálogo mais amplo sobre o impacto da regra no potencial de ganhos dos atletas.
“O futebol não está acima da lei, e você não pode limitar a capacidade de alguém de ganhar a vida”, declarou o presidente da entidade, Maheta Molango, ao jornal Marca . Com a aprovação, os clubes terão pouco mais de duas temporadas para se adaptar às novas exigências de gestão financeira antes da implementação oficial das medidas.