A polícia espanhola informou nesta terça-feira (8) que o acidente que resultou na morte do atacante português Diogo Jota e de seu irmão, André Silva, pode ter sido ocasionado por excesso de velocidade. O veículo, uma Lamborghini, saiu da pista e capotou na madrugada da última quinta-feira (3), no quilômetro 65 da rodovia A-52, nas proximidades da cidade de Cernadilla, na região de Zamora, no noroeste do país.
Conforme a investigação conduzida pela Guarda Civil, a hipótese principal aponta para a velocidade elevada no momento do acidente. Outro fator considerado foi a má conservação da via. Relatos indicam que o pneu do carro estourou durante uma tentativa de ultrapassagem, o que possivelmente contribuiu para a perda do controle do automóvel. As autoridades confirmaram que Diogo Jota estava ao volante e que a velocidade permitida naquela rodovia é de 120 km/h.
Os corpos dos irmãos foram identificados inicialmente por objetos pessoais encontrados no local e, posteriormente, por exames de DNA realizados em um necrotério da região.
O funeral dos jogadores ocorreu no sábado (5), em Gondomar, na região do Porto, reunindo familiares, amigos e figuras do futebol. Representantes do Liverpool, como Virgil van Dijk e Andrew Robertson, estiveram presentes e levaram coroas de flores com os números 20 e 30, utilizados por Jota e pelo irmão em suas respectivas equipes.
Trajetórias no futebol
Diogo Jota, nascido em 1996, iniciou sua carreira profissional pelo Paços de Ferreira. Em 2016, foi contratado pelo Atlético de Madrid por 7 milhões de euros, mas acabou não atuando pelo clube, sendo emprestado ao Porto e depois ao Wolverhampton. No Wolverhampton, teve papel fundamental na campanha de acesso à Premier League, o que assegurou sua transferência definitiva e, posteriormente, sua venda ao Liverpool, em 2020, por 45 milhões de libras.
No clube inglês, Jota se destacou e conquistou títulos importantes, incluindo a Premier League (2024/25), a Copa da Inglaterra (2021/22) e a Copa da Liga Inglesa (2021/22). Em 182 jogos, marcou 65 gols e deu 26 assistências. Pela seleção portuguesa, participou de 47 partidas e marcou 14 gols, tendo também ajudado nas conquistas de duas edições da UEFA Nations League, a mais recente realizada em junho deste ano.
André Silva, nascido em abril de 2000, vinha desenvolvendo sua carreira no futebol português. Formado nas categorias de base do Porto, passou por clubes como Boavista, Famalicão e Gondomar antes de se firmar no Penafiel, equipe do segundo escalão nacional. Na última temporada, disputou 32 jogos, marcando dois gols e fornecendo duas assistências, totalizando 143 partidas, 21 gols e quatro passes decisivos ao longo de sua trajétpria. Ele estava prestes a iniciar seu terceiro e último ano de contrato com o clube, com término previsto para junho de 2026.