Após ser dispensado do Flamengo , o canoísta brasileiro Isaquias Queiroz , dono de cinco medalhas olímpicas e um dos maiores nomes da modalidade no país, se manifestou sobre o ocorrido. Em suas redes sociais, o atleta agradeceu a solidariedade dos fãs e também ao clube da Gávea, cujas cores defendeu nos últimos sete anos. Ele havia renovado seu contrato em março de 2025, válido para o ciclo até Los Angeles-2028.

“Estou passando para fazer um agradecimento especial ao Clube de Regatas do Flamengo por ter feito parte dessa torcida e desse clube incrível. Ter saído da Bahia, de uma cidade pequena, em uma modalidade que ninguém conhecia, e representar o Flamengo em campeonatos nacionais e mundiais foi incrível. Queria agradecer toda a Nação Rubro-Negra pelas mensagens. Estou aqui para agradecer: foi um momento mágico”, disse o atleta.

Durante o pronunciamento, Isaquias comentou a experiência de vestir o Manto Sagrado e o impacto que o clube teve em sua carreira. O atleta também falou sobre questionamentos referentes ao fato de não treinar no Rio de Janeiro, apontado pelo clube como justificativa para o fim do contrato, mas afirmou que explicará a situação no futuro.

“Algumas pessoas me perguntaram: ‘Por que não mora no Rio de Janeiro?’. É bem difícil, então não tem como explicar aqui rapidamente, mas depois vou falar sobre isso. Mas quero agradecer ao Flamengo e aos torcedores; aonde eu vou, sou reconhecido pela Nação. Agora vou seguir meu caminho, mas em breve vem coisa boa”, disse Isaquias.

Além de Isaquias Queiroz, o encerramento das atividades da canoagem do Flamengo também resultou no desligamento dos atletas Gabriel Assunção, Mateus dos Santos e Valdenice do Nascimento.

Fim do remo paralímpico do Flamengo

Além da canoagem, o clube também encerrou as atividades do remo paralímpico, marcando o fim da única frente de esportes adaptados da instituição. Michel Pessanha, Gessyca Guerra, Diana Barcelos e Valdenir Júnior foram dispensados. O encerramento da categoria chama atenção pelo baixo impacto financeiro: estima-se que o custo mensal para manter a modalidade fosse de aproximadamente R$ 10 mil, valor considerado irrisório frente ao faturamento bilionário do clube.

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