O Brasil tem, oficialmente, um campeão olímpico de inverno. Neste sábado (14), Lucas Pinheiro Braathen conquistou a inédita medalha de ouro para o país nos Jogos de Inverno de Milão-Cortina 2026, ao vencer a prova do slalom gigante do esqui alpino.

Aos 25 anos, o atleta alcançou o tempo total de 2m25s, após marcar 1m11s08 na segunda descida, garantindo o lugar mais alto do pódio. Com o feito, Braathen se tornou o primeiro sul-americano a conquistar uma medalha nos Jogos Olímpicos de Inverno.

Foto: Rafael Bello/COB
Lucas Pinheiro

Principal nome do Brasil na neve

Principal representante brasileiro em Milão-Cortina, Lucas já chegou à Olimpíada como um dos favoritos à medalha inédita. Ele atravessa o melhor momento da carreira na Copa do Mundo, ocupando o segundo lugar do ranking mundial no slalom, a prova mais técnica do esqui alpino, além da vice-liderança na classificação geral da temporada.

Filho de mãe brasileira, o esquiador nasceu na Noruega, mas optou por defender o Brasil após romper com a federação norueguesa. Desde então, compete sob a bandeira verde-amarela e tem ampliado a visibilidade do país nos esportes de neve.

Regularidade impressionante

A vice-liderança no ranking do slalom foi consolidada após a etapa de Kitzbühel, na Áustria, no dia 25 de janeiro, quando terminou na quarta colocação, a apenas 0,04s do pódio, alcançando 401 pontos.

Nas últimas oito etapas do circuito mundial, Braathen ficou entre os cinco primeiros colocados em todas. Nesta temporada, ele já subiu ao pódio quatro vezes :

Sem anúncio no momento

Ouro no slalom em Levi, na Finlândia

Prata no slalom em Wengen, na Suíça

Prata no slalom gigante em Alta Badia, na Itália

Prata no slalom gigante em Adelboden, na Suíça

Foto: Rafael Bello/COB
Lucas Pinheiro no pódio

A pista da medalha histórica

A conquista olímpica veio na desafiadora pista Stelvio, localizada no Bormio Ski Centre, no norte da Itália. O percurso é conhecido pelo alto grau de dificuldade, com queda vertical de 1.023 metros e gradiente máximo de 63%, índice que mede a inclinação da pista.

Com capacidade para 7 mil espectadores, o local foi palco das duas descidas que garantiram o ouro inédito ao Brasil.

No slalom gigante, modalidade disputada por Lucas, a distância entre as curvas varia entre 20 e 30 metros. A prova costuma durar entre um e um minuto e meio, com curvas mais abertas do que no slalom tradicional e portas que delimitam o percurso ao longo da descida.

Próximo desafio

Braathen volta às pistas na próxima segunda-feira (16), quando disputa a prova do slalom, modalidade em que também é um dos principais nomes do circuito mundial.