O Governo dos Estados Unidos iniciou a paralisação nesta quarta-feira (01), o chamado shutdown, após o Congresso americano não conseguir aprovar o projeto de lei que autoriza gastos federais. A última paralisação aconteceu no final de 2018 e início de 2019, primeiro mandato do presidente Donald Trump , e durou 34 dias, a mais longa já registrada.

Nesse período de shutdown, apenas os setores essenciais continuarão funcionando, como as Forças Armadas e hospitais financiados pelo Governo Federal, o que pode gerar impactos na economia mundial.

Foto: Reprodução
Casa Branca

Caso a paralisação não seja revertida até sexta-feira (03), o relatório mensal de geração de empregos nos Estados Unidos, que seria divulgado nesse dia, não será publicado. Isso pode reverberar em todo o mundo, visto que esses dados são importantes para a política de juros americana, cujos títulos da dívida são considerados o pilar da estabilidade financeira no mundo, e referência para outros mercados.

Em setembro, o Federal Reserve (Fed), Banco Central dos EUA, anunciou a redução da taxa básica de juros por conta do baixo índice de geração de empregos. Se o shutdown permanecer até o final do mês, quando a instituição se reunir novamente, vai tomar a decisão sobre a taxa de juros “no escuro”.

Para o economista-chefe da empresa e auditoria e consultoria RSM U.S., isso impactará os “fluxos de massas globais, as taxas de juros e os valores cambiais”. Demissões em massa de funcionários federais, como especulado pela gestão de Trump, “provavelmente resultariam em novas quedas no valor do dólar, resultando em fluxos de capital para o euro e o iene”.

Além disso, o PIB americano também pode sofrer as consequências do shutdown, e impactar outros países. Entretanto, o Escritório de Orçamento do Congresso apontou que na última paralisação houve perda de apenas 0,4% na economia americana.

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