Na madrugada desta sexta-feira (10), no horário local do Oriente Médio, o gabinete de Segurança de Israel aprovou a primeira fase do plano de paz apresentado pelos Estados Unidos, e que pretende encerrar a guerra contra o grupo terrorista Hamas, travada há dois anos na Faixa de Gaza. À CNN , autoridades de Israel afirmaram que um cessar-fogo deve entrar em vigor imediatamente.
Mais cedo nesta quinta-feira (09), o Hamas já havia anunciado o fim da guerra. “Hoje anunciamos que o acordo foi alcançado para encerrar a guerra e a agressão contra nosso povo, e para começar a implementar um cessar-fogo permanente e a retirada das forças de ocupação”, declarou o chefe de negociações do grupo, Khalil al-Hayya.
Donald Trump , presidente dos EUA, anunciou nessa quarta-feira (08) que foi fechado um acordo para implementar a primeira fase do plano de paz. Uma das medidas estabelecidas nesse projeto é a libertação de todos os reféns mantidos em Gaza, assim como a retirada parcial das tropas israelenses.
Na rede Truth Social, o republicano divulgou um mapa na semana passa, após a aprovação do gabinete de segurança de Israel. O Exército israelense deve recuar, em 24 horas, para a chamada linha amarela, para que aconteça a troca dos reféns por prisioneiros palestinos.
Os reféns serão libertados em até 72 horas depois desse recuo, segundo Trump, isso deve acontecer entre segunda-feira (13) e terça-feira (14). A estimativa é que, dos 48 reféns mantidos em Gaza, apenas 20 estejam vivos.
Em momentos que antecederam a reunião do gabinete de segurança, o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Bem Gvir, que integra a ala mais à direita da coalização do premiê Benjamin Netanyahu, afirmou que votaria contra a proposta dos EUA, e que o partido dele derrubaria o governo se o plano permitisse que o Hamas “continue a existir sob um disfarce diferente”.