O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , elogiou nesta sexta-feira (10) a líder da oposição venezuelana María Corina Machado por dedicar a ele o Prêmio Nobel da Paz que recebeu este ano.

“A pessoa que recebeu o Prêmio Nobel hoje me ligou e disse: ‘Estou aceitando isso em sua homenagem, porque realmente você merecia’. Foi algo muito amável da parte dela”, afirmou Trump em entrevista coletiva na Casa Branca.

Foto: Reprodução/ Redes sociais
Donald Trump

O republicano destacou que tem apoiado Machado “o tempo todo” e classificou a situação na Venezuela como “um desastre”. “Foi muito amável. E eu a estive ajudando o tempo todo. Ela precisa de muita ajuda. Na Venezuela há um desastre”, declarou o presidente, reafirmando seu respaldo à oposição venezuelana.

Premiada por “seu incansável trabalho na promoção dos direitos democráticos do povo venezuelano”, Machado dedicou o Nobel ao povo da Venezuela e a Trump em mensagem publicada na rede social X (antigo Twitter). “Dedico este prêmio ao povo sofredor da Venezuela e ao presidente Trump por seu apoio determinado à nossa causa!”, escreveu a opositora.

Durante a coletiva, Trump negou, em tom descontraído, ter pedido o prêmio à líder venezuelana. Ele também aproveitou o momento para afirmar que seu governo foi responsável por encerrar oito conflitos internacionais, incluindo o de Gaza, após o cessar-fogo entre Israel e o Hamas.

Segundo o republicano, o acordo teria sido alcançado com base em um plano de paz proposto por Washington um dia antes do anúncio do Nobel.
“Estou feliz porque salvei milhões de vidas, muitos milhões de vidas”, declarou Trump, mencionando ainda outros conflitos que, segundo ele, ajudou a resolver: Camboja-Tailândia, Kosovo-Sérvia, República Democrática do Congo-Ruanda, Paquistão-Índia, Israel-Irã, Egito-Etiópia e Armênia-Azerbaijão.

Sem anúncio no momento

Em nota divulgada logo após a coletiva, a Casa Branca criticou o Comitê Norueguês do Nobel por “antepor a política à paz”.
“O presidente Trump continuará promovendo acordos de paz, pondo fim às guerras e salvando vidas”, afirmou Steven Cheung, diretor de Comunicações da Casa Branca.