O senador Rodrigo Paz , de 55 anos, foi eleito presidente da Bolívia pelo Partido Democrata Cristão (PDC) no domingo (19), ao vencer o segundo turno das eleições. Nascido em Santiago de Compostela, na Espanha, Paz é filho do ex-presidente Jaime Paz Zamora (1989-1993) e traz na trajetória política mais de duas décadas de experiência, incluindo mandatos como deputado, senador e prefeito de Tarija entre 2015 e 2020.

Durante a campanha, o novo presidente apresentou a “Agenda 50/50”, seu projeto central, que propõe a redistribuição do orçamento nacional entre o governo central e os estados e municípios. Segundo Paz, o Estado concentra atualmente mais de 80% dos recursos, e a medida busca uma distribuição fiscal mais justa, fortalecendo as entidades territoriais autônomas.

Foto: Reprodução/Redes Socias
Rodrigo Paz, presidente da Bolívia

O plano de governo descreve a Bolívia como um país em “terapia intensiva”, atravessando uma crise multidimensional, que combina desafios econômicos, políticos e judiciais. O documento atribui a situação à centralização excessiva, ao desperdício de recursos e à dependência de atividades extrativistas, além de reformas institucionais incompletas nas últimas duas décadas.

Entre as propostas prioritárias estão a descentralização econômica, modernização do setor público e reformulação do sistema judicial. O programa prevê ainda a criação de um Fundo de Estabilização Cambial, uso de tecnologia blockchain nas compras públicas, incentivo à formalização de pequenas empresas e políticas voltadas à inovação científica, meio ambiente e revisão do regime penitenciário.

Na esfera internacional, Paz defende a reaproximação com os Estados Unidos e aposta em investimentos produtivos sem depender de empréstimos do Fundo Monetário Internacional. Durante a campanha, destacou que a estabilidade financeira pode ser alcançada por meio de gestão eficiente dos recursos, reforçando a promessa de recuperar a institucionalidade e a economia da Bolívia em favor da população.

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